quinta-feira, 22 de novembro de 2012

    NÃO MAIS "DEUS SEJA LOUVADO"?

Artigo

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo Diocesano de Guarabira
Secretário da CNBB - Regional Nordeste 2
A atual Constituição Brasileira tem de modo explícito o cuidado do Estado em matéria de liberdade religiosa (cf. Inciso VI do art. 5º), como toda a tradição social jurídica e religiosa do Brasil. Contudo, nesta época de pós-modernidade, com o ressurgimento das formas de laicismo de matiz iluminista, tristemente, tem se espalhado uma visão míope e distorcida do que seja a laicidade do Estado. Surgem, hoje, formas sutis de preconceito religioso ou intolerância; tais atitudes, por vezes, aparecem envoltas em argumentações nada convincentes sobre a laicidade do Estado. O exemplo é o pedido da Procuradoria Regional de Direitos dos Cidadãos (PRDC), de São Paulo, para retirar a frase “Deus seja louvado” das cédulas da moeda brasileira. As argumentações é que o Brasil é um país laico, portanto, não deve estar vinculado a qualquer manifestação religiosa, e a frase citada “constrange a liberdade de religião de todos os cidadãos que não cultuam Deus, como os ateus e os que professam a religião budista, muçulmana, hindu e as diversas religiões de origem africana”. Logo, a Casa da Moeda informou que cabe ao Banco Central (BC) “não apenas a emissão propriamente dita, como também a definição das características técnicas e artísticas” das cédulas. Já o BC afirmou que o fundamento legal para a existência da expressão “Deus seja louvado” nas cédulas é o preâmbulo da Constituição, que afirma que ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”. Diante disso, o Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner, afirma bem que a frase citada nas cédulas de real “não constrange, mas pode incomodar aos que afirmam não crer. As pessoas que vivem a sua fé, em suas diversas expressões, certamente não se sentem constrangidas, pois vivem da grandeza da transcendência. É que fé não é em primeiro lugar culto a um deus, mas relação. Se a frase lembra uma relação, poderia lembrar que o próprio dinheiro deve estar a serviço das pessoas, especialmente dos pobres, na partilha e na solidariedade. Se assim for, Deus seja louvado!”. É importante também saber que a liberdade religiosa e a correspondente neutralidade do Estado não significam arreligiosidade ou “ateísmo” público. Um ateísmo público não seria neutralidade religiosa, mas um credo de caráter antireligioso. Um “Estado Laico é aquele em que há separação entre duas esferas, com autonomia do Estado e da Igreja, mas de relação de mútua cooperação, respeitada a liberdade religiosa e o pluralismo religioso, sem uma religião estatal, tal como se verifica no Brasil, onde a Constituição Federal de 1988 previu a independência e colaboração entre o Estado Brasileiro e as confissões religiosas existentes no País, com a garantia da liberdade religiosa”. Assim, “quando se fala de Estado Laico, não se pode pensar num Estado avesso ao fator religioso, agnóstico ou ateu, mas num Estado que respeita a liberdade religiosa”. É inaceitável atitudes, a título de preconceito religioso, de excluir dos espaços públicos os símbolos religiosos e retirar a frase “Deus seja louvado” das cédulas da moeda brasileira. Não duvido da disposição e tempo disponível ainda para entrar na justiça com uma ação para descer o Cristo Redentor do Corcovado no Rio de Janeiro, trocar nomes de Estados (São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina), de cidades com nomes religiosos e acabar com os feriados religiosos no Brasil. A questão não é reivindicar privilégios para esta ou aquela religião, nem que o Estado tenha uma religião oficial. Pelo contrário, o Estado não deve impor a religião, nem discriminar cidadãos por causa dela, mas assegurar-lhes plena liberdade religiosa; também àqueles que não têm fé. Enfim, sim, que Deus seja louvado, ontem, hoje e sempre. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Entrevista com Deus


Mensagem
Sonhei que eu tinha uma entrevista com Deus.
Então você gostaria de me entrevistar?
Deus perguntou.

Se VOCÊ tiver tempo, eu disse.
Deus sorriu.

- Meu tempo é a eternidade; que perguntas você tem em mente para me fazer?

-O que na humanidade mais surpreende VOCÊ?...
Deus respondeu...

-Que eles ficam entediados com a infância, se apressam em crescer e depois desejam ser crianças novamente.
Que eles perdem sua saúde para ganhar dinheiro e em seguida perdem o dinheiro para recuperar sua saúde.
Que eles pensam ansiosamente sobre o futuro e se esquecem de viver o presente, de tal forma que não vivem nem o presente nem o futuro.
Que eles vivem suas vidas como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido...

As mãos de Deus tocaram as minhas, ficamos em silêncio por um momento e então eu perguntei...

-Sendo um pai, quais lições de vida você quer que seus filhos aprendam?
Deus respondeu com um sorriso:

-Aprendam que eles não podem fazer ninguém os amar.
O que eles podem fazer é se deixarem ser amados.

Aprendam que o que é mais valioso não é o que eles têm em suas vidas, mas QUEM eles têm em suas vidas.

Aprendam que não é bom compararem-se uns aos outros.

Aprendam que uma pessoa rica não é aquela que
tem o máximo, mas sim aquela que precisa do mínimo.

Aprendam que leva apenas uns poucos segundos para abrir feridas profundas na pessoa que se ama, e que pode levar muitos anos para curá-las.

Aprendam a perdoar praticando o perdão.

Aprendam que existem muitas pessoas que as amam muito, mas simplesmente não sabem como expressar ou mostrar seus sentimentos.

Aprendam que dinheiro pode comprar tudo,
exceto felicidade!

Aprendam que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-la de maneira diferente.

Aprendam que um amigo verdadeiro é alguém que sabe tudo sobre eles e gosta deles mesmo assim.

Aprendam que não é suficiente que eles sejam perdoados, mas que perdoem a si mesmos e que aprendam a perdoar.

E aprendam que Eu estou aqui... 
SEMPRE! 





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